BOLETIM DIÁRIO DE CIBERSEGURANÇA

  • Falhas críticas no UEFI permitem bypass de segurança.
    Pesquisadores de segurança identificaram falhas críticas no código da Unified Extensible Firmware Interface (UEFI) de vários fornecedores independentes de firmware/BIOS (IBVs). Essas falhas, coletivamente chamadas de “LogoFAIL”, podem ser exploradas por atores de ameaças para entregar payloads maliciosos e burlar tecnologias de segurança como Secure Boot e Intel Boot Guard. Os ataques são realizados injetando uma imagem de logotipo maliciosa na partição do sistema EFI, o que permite aos atacantes contornar soluções de segurança e entregar malware persistente durante a fase de inicialização. As falhas incluem um estouro de buffer baseado em heap e uma leitura fora dos limites. Detalhes adicionais sobre essas vulnerabilidades serão divulgados na conferência Black Hat Europe.
  • Microsoft alerta sobre novos ataques de Ransomware CACTUS.
    A Microsoft emitiu um alerta sobre uma nova onda de ataques do ransomware CACTUS, que utiliza iscas de malvertising para implantar o DanaBot como vetor de acesso inicial. Essas infecções pelo DanaBot levaram a atividades diretas de operadores de ransomware, culminando na implantação do ransomware CACTUS. “A campanha atual do DanaBot, observada pela primeira vez em novembro, parece estar usando uma versão privada do malware de roubo de informações, em vez da oferta de malware como serviço”, observou a Microsoft. As credenciais coletadas pelo malware são transmitidas para um servidor controlado pelo ator, seguido de movimento lateral via tentativas de login RDP e, finalmente, passando o acesso para o Storm-0216. A divulgação ocorre dias após a descoberta do conjunto de ataques de ransomware CACTUS que estão explorando ativamente vulnerabilidades críticas em uma plataforma de análise de dados chamada Qlik Sense para ganhar acesso a redes corporativas.
  • Ransomware Qilin foca em servidores VMware ESXi.
    O ransomware Qilin, uma operação de cibercrime que começou como “Agenda” em agosto de 2022 e foi renomeada para Qilin em setembro do mesmo ano, está agora focando em servidores VMware ESXi. Este ransomware é conhecido por invadir redes de empresas, roubar dados e espalhar-se lateralmente para outros sistemas antes de implantar o ransomware para criptografar todos os dispositivos na rede. O Qilin utiliza técnicas avançadas de criptografia e é capaz de determinar se está operando em um servidor Linux, FreeBSD ou VMware ESXi. Se detectar um servidor VMware ESXi, executa comandos específicos para aumentar o desempenho ao executar comandos ESXi no servidor. Os comandos utilizados pelo Qilin incluem a criação e exclusão de discos virtuais e a configuração de parâmetros de desempenho do servidor. Antes de criptografar as máquinas virtuais detectadas, o ransomware primeiro encerra todas as VMs e exclui seus snapshots. As demandas de resgate do Qilin variam em torno de $25.000 milhões de dólares. 
Conscientização e cultura dados pessoais

Ainda pensando em conscientização e cultura. Você ja se perguntou se você cuida de seus dados pessoais?

Estes últimos dias venho discutindo bastante sobre conscientização e evangelização de security e sempre falo que, com seus dados de cartão de crédito o criminoso faz uma ou duas compras e, o banco deve bloquear o cartão devido ao seu motor de fraude funcional. Mas com seus dados pessoais o criminoso abre uma conta, pede um cartão de crédito, faz empréstimo, compras e o que mais ele quiser, até ser descoberto.. Nunca parou para pensar nisso não !?!?

Ah, o cara está dizendo que é fácil abrir uma conta no meu nome?!! Fácil não.. Possível sim. E vale lembrar que vira a mexe lemos e vemos notícias de fraude de identidade. Aqui no Brasil então, uma fraude bem comum.

A questão é, você coloca seus dados em qualquer site? Costuma trocar a senha dos sites que você tem dados pessoais cadastrados? Nos seus sites de e-commerce vc deixa seus dados pessoais como endereço, CPF e tudo mais??

A segurança faz parte do nosso dia a dia e cabe a você cuidar de seus dados pessoais.. Security is a Lifestyle !!

Por Felipe Prado Mestre em Segurança

Piora cenário de mão-de-obra, diz pesquisa da ISACA

Saiu a pesquisa State of Cybersecurity 2022 da ISACA: a organização pesquisou profissionais de segurança da informação em todo o mundo pelo oitavo ano consecutivo e o estudo indica que as organizações estão lutando mais do que nunca para contratar e reter profissionais de segurança cibernética qualificados e gerenciar lacunas de habilidades.

Confirma este artigo em https://www.cisoadvisor.com.br/piora-cenario-de-mao-de-obra-diz-pesquisa-da-isaca/

EVENTO vs. INCIDENTE – DESMISTIFICANDO OS CONCEITOS, AFINAL, SÃO COISAS DIFERENTES.

As empresas precisam empregar esforços significativos para proteger e impedir que ataques cibernéticos causem danos ou interrupções em seus processos. Sabemos que não há nada “100% seguro”, o risco sempre vai existir. Por isso, é fundamental que as organizações estejam bem preparadas e sejam capazes de detectar, reagir e gerenciar possíveis problemas de segurança cibernética.

Uma das confusões que ainda vemos no mercado é o uso incorreto dos termos “evento” e “incidente”, ora usados como sinônimos, ora usados erroneamente mesmo, apesar de possuírem significados distintos.

Um “evento” é qualquer alteração, erro ou interrupção em uma infraestrutura de TI, como por exemplo, uma falha no sistema, um erro em disco ou um usuário que esqueceu a senha de acesso. Para corroborar, o NIST define um evento como “qualquer ocorrência observável em um sistema ou rede”.

Se você seguir pesquisando outras definições sobre o que é um evento, notará uma sinergia nos conceitos. Porém, quando olhamos para o termo “incidente”, a coisa muda de figura um pouco com as definições.

Ao falar de um “incidente”, o NIST o define como “uma violação ou ameaça iminente de violação de políticas de segurança de computadores, políticas de uso aceitável ou práticas de segurança padrão”. Outra definição comum utilizada é essa: “A tentativa ou sucesso de acesso não autorizado, uso, divulgação, modificação ou perda de informações ou interferência nas operações do sistema ou da rede”. Não distante, é possível observar também que um “incidente” pode ser definido como a atividade de um agente de ameaça humano. Detalhe, essas definições não são exaustivas e, portanto, existem outras inúmeras igualmente válidas.

Sob o prisma do COBIT 5 for Risk, um “evento” é apresentado como “algo que acontece em um lugar e/ou tempo específicos”. No caso do “incidente”, é definido como “um evento relacionado à TI que causa um impacto operacional de desenvolvimento e/ou estratégico no negócio”.

Viu como ficou mais claro?

Anyway, de toda forma, seja qual for a definição exata que a organização está utilizando, é importante distinguir com facilidade (e naturalidade) os eventos que são tratados no percurso normal e padrão dos negócios, assim como os incidentes que exigem segurança e atuação investigativa e cuidadosa para serem gerenciados.

Não se pretende com essas poucas palavras esgotar o assunto, mas apenas dar uma pincelada para reforçar a importância de discernir essas expressões que fazem parte do cotidiano de todos os colaboradores e organizações. Fique à vontade para colaborações e comentários.

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CISA diz às agências federais para corrigirem Log4Shell antes do Natal

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA disse às agências civis federais para corrigir os sistemas afetados pela vulnerabilidade Log4Shell até a véspera de Natal. A agência adicionou ontem o bug Log4Shell (CVE-2021-44228) ao seu catálogo de vulnerabilidades exploradas ativamente, junto com 12 outras falhas de segurança. De acordo com este catálogo, as agências federais têm dez dias à sua disposição para testar quais de seus aplicativos e servidores internos utilizam a biblioteca Log4j Java, verificar se os sistemas são vulneráveis à exploração Log4Shell e corrigir os servidores afetados.

Além disso, a CISA também lançou ontem uma página da web dedicada que fornece orientação para o setor público e privado dos EUA com relação à vulnerabilidade Log4Shell.

Vazam 16 mil arquivos supostamente do Ministério da Saúde

Os membros do grupo Lapsus$, que afirmaram ter invadido recursos de nuvem do Ministério da Saúde, iniciaram ontem o dump (despejo) na web de material supostamente obtido nessa invasão. O grupo publicou em seu canal do Telegram um arquivo compactado de 293 MB, contendo 16.847 itens (entre arquivos e entradas de diretório), totalizando 580,5 MB. O grupo anunciou também ontem que vai despejar mais 10MB, sem no entanto informar quando isso acontecerá. Numa comunicação com o CISO Advisor, o grupo afirmou que teve acesso aos recursos do Ministério aproximadamente uma semana antes da invasão ter sido anunciada. O acesso ao vCenter Server, afirma a mensagem, deu ao grupo livre acesso à administração dos recursos de nuvem e de máquinas virtuais do órgão.

O nome do arquivo oferecido para download, compactado em formato RAR, é “gitlab-app-saudegovbr”. O nome é bem sugestivo: indica que contém material de desenvolvimento de aplicativos (não necessariamente de dispositivos móveis) do Ministério. GitLab é a empresa que mantém a plataforma GitLab, de operações de desenvolvimento de software (para também proteger e operar o software pelo menos em testes). 
O conteúdo é formado por uma enorme quantidade de scripts escritos em Java, poucas tabelas de dados e aparentemente nenhuma relacionada a cidadãos. A maior de todas aparentemente lista postos de vacinação espalhados pelo Brasil.

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